domingo, 22 de novembro de 2009

MATRACA: do bloco de notas para a rede virtual

Matraca no ar: versão em PDF

A nona edição do Matraca, jornal laboratório do curso de Comunicação Social do CEUT, já está disponível na versão online.

O Matraca representa muito mais do que o esforço desesperador para preencher carga horária ou obter nota aprovativa; ele é fruto de uma série de conquistas diárias, de erros, acertos, decepções e, principalmente, da aprendizagem, tão necessária para o desenvolvimento de uma prática jornalística eficiente e ética, encontrando no âmbito universitário o espaço adequado para se desenvolver.

Amplie seus conhecimentos sobre a crise política que assolou - e continua assolando - a imagem do Senado Brasileiro; saiba tudo o que aconteceu no 2° FestLuso; conheça as novidades sobre o basquete de rua da capital piauiense; entenda as nuances da Legislação Eleitoral Brasileira e muito mais.

Clique aqui e baixe o PDF do jornal.

sábado, 21 de novembro de 2009

1999 a 2005

Aqui nasce a saudade, a ausência, o brilho... Brilho que nunca saiu da memória. Olhando algumas fotografias avulsas - que não pertecem a mim e nem ao meu passado -, senti uma enorme vontadede de retornar.

Queria poder escutar as mesmas vozes; andar pelos mesmos corredores - agora tão diferentes; acompanhar a dinâmica dos pincéis no quadro branco; observar o contraste sinestésico daquelas paredes cor de vinho... Eu realmente sinto muitas saudades!

Parte I: O background dos artigos

Texto escrito por Carlos Augusto Federico (my half):

"O texto a seguir não intenta ensinar a ninguém como se deve produzir um artigo, tampouco ser um paradigma. Objetiva-se elucidar a natureza de semelhantes composições e compreender o que motiva a sua produção.

Classicamente, os artigos fizeram suas primeiras aparições em revistas, jornais e periódicos acadêmicos. Nos dias de hoje, a internet está apinhada deles, à parte das publicações citadas, as quais também possuem a suas versões online. Existem milhões e milhões de pessoas assinando colunas em grandes portais ou mesmo independentemente em seus blogs, que ainda são objetos de apreciável entusiasmo entre os internautas.

São composições não-ficcionais, em forma de prosa ou dissertação e podem tanto trazer notícias de úlima hora quanto discorrer à respeito de determinados tópicos relativos a temas mais abrengentes como política, ciências (humanas e da natureza), religião, literatura, esse último com três objetivos básicos: informar, ensinar ou entreter os leitores. Podemos chamá-los de "descritivos". Algumas de suas subdivisões mais comuns são: coluna, ensaio, filler ou passatempo - ou mesmo o tão conhecido "encher linguiça" -, how-to ou como fazer - conhecidos como tutoriais -, entrevista, pessoal, marketing, paralelo e guia de viagem. Na segunda parte deste estudo, cada um desses subtipos será devidamente destrinchado.

Enfim, por que eles são tão interessantes? Porque dão às pessoas a possibilidade de divulgar o que pensam e mostar seu conhecimento, analisando a realidade e sua irrefreável dinâmica conforme o seu próprio prisma. Para isso, cada um imprime o seu estilo pessoal em cada linha. Uns utilizam linguagem mais técnica e hermética, própria dos textos acadêmicos, outros hipnotizam com uma dança exótica de palavras muito bem articuladas."

No frio da cinza manhã

Não, este espaço não se está se transformando em depósito de vídeos e links. Apenas não resisti e estou publicando uma entrevista que o Zeca Camargo (o cult das celebridades) fez com o Renato em tempos imemoriais.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cavaleiros de Cristo

Ensaio fotográfico feito em meados de setembro. :)

domingo, 15 de novembro de 2009

Mas nos deram espelhos...

Motivo para acreditar no novo milênio - argumento de um grande amigo:

  1. Desde 2001, o mundo tem sido forçado a discutir as tensões entre o ocidente e o oriente. Muito se ganhou nessa seara. Desde discursos inflamados de intolerância (de ambos os lados), como discursos libertários e pacificadores.
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"E o cara do espelho tava lá de novo:

"Wake up and face the day, bastard."

Dessa vez não pude deixar de perguntar:

"Por que você só fala em inglês?"

Ele respondeu:

"You should care about more important things. We are all dying, and all you can care about is your own confusion."

Eu me calei..."

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Por essas e por outras é que eu deveria repensar minha amizade com esse sujeito. :)

VAZIO, profundo VAZIO

Não consigo ver sentido em nada do que está sendo disseminado pela mídia atualmente. Absolutamente NADA!

“Como etnólogo, só posso constatar que o mundo contemporâneo perdeu a fé em seus próprios valores. Sei que este não é nem o nosso problema principal, mas todos sabemos que, no final das contas, nenhuma civilização pode se desenvolver se não possui valores aos quais se agarrar profundamente. Acredito, por sinal, que nenhuma civilização possa sequer se manter na situação em que a nossa se encontra.” Claude Lévi-Strauss em entrevista à “Veja”, 2003.

Thanks, Mr. Strauss.

sábado, 14 de novembro de 2009

"Your name unknown, your face unseen..."


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A/C: Uma borboleta :)

Parabéns, amiga. Você é muito. Muito mesmo. ;)

“Nosso artesanato é arte que passa de pai para filho”

Jovem artesão do Poti Velho: tradição herdada

Matéria feita por mim e pela minha parceira de crimes jornalísticos:

Após a reestruturação do Pólo Cerâmico do Poti Velho, ambiente destinado à venda e confecção de peças artesanais, os artistas manuais de Teresina ganharam notoriedade e maior suporte para divulgar seus trabalhos.

Outrora renegados à curiosidade de transeuntes ou limitados às listas dos pontos turísticos da cidade, os artesãos encontravam sérias dificuldades para comercializar seus produtos, devido à falta de um espaço próprio, regulamentado e valorizado. “Antes da construção do Pólo Cerâmico, era muito difícil gerar renda e sustentar a família com dignidade. Agora, temos um espaço para exercer plenamente nossas atividades”, garante o artista cerâmico Jimmy Presley.

Jimmy, que trabalha há 10 anos como artesão, foi contemplado com um estabelecimento no Pólo Cerâmico, fabricando suas peças em um cômodo amplo e arejado, localizado no interior do estabelecimento. “O terreno era particular. Então, a prefeitura veio e comprou o terreno, e, logo em seguida, o governo cedeu os balcões. Depois de algum tempo parada, a obra foi retomada pela prefeitura. O estabelecimento é nosso, mas não podemos vender ou alugar. Passa de pai para filho. Não podemos também trabalhar com outro material que não seja cerâmica”, revela.

O artesão afirma que produz muito material para cidades como Recife, Fortaleza, Natal e São Paulo, além de ter várias peças encomendadas em Teresina. Ele comenta também que a produção cresceu por conta das exposições e feiras que a prefeitura e o governo do Estado disponibilizam para os artesãos. “Já colocamos o nosso trabalho em exposições como Piauí Sampa (SP), na I Feira de Artesanato do Pólo Cerâmico (PI), na Feira Nacional do Artesão (PE) e eventos realizados pelo SEBRAE-PI, além de participarmos de oficinas gratuitas de aperfeiçoamento promovidas por estas instituições em parceria com o PRODART”, afirma.

O ceramista trabalha com cerca de 10 artesãos, onde cada um desenvolve seu próprio estilo. “Sempre que chega um novo aprendiz aqui, eu ensino tudo o que sei e o deixo livre para exercer sua criatividade”.

O material e a produção são divididos e passam pelos seguintes processos: concepção em argila, acabamento, secagem, forno e envelhecimento – os artesãos utilizam betume e cera para dar o aspecto de “madeira envelhecida” às peças. “De cada peça produzida, eu tiro uma fôrma para confeccionar as demais”, revela Jimmy. Segundo ele, todo final de ano é marcado por encomendas de peças natalinas, como presépios, santos e imagens angelicais.

Para Jimmy Presley, o artesanato é mais do que uma profissão ou modo de garantir renda. É dom, acompanhado de muito esforço e vontade. “Nosso artesanato é arte que passa de pai para filho. É uma tradição, uma forma de conhecer o que meu avô ensinou para o meu pai e ele ensinou para mim”, relata o artista.

Apesar dos recentes investimentos, Jimmy diz que ainda falta divulgação: “Não temos propagandas veiculadas em horários nobres. Algumas vezes, a população fica totalmente desinformada sobre as exposições e feiras que participamos”, desabafa.

Os artistas do Poti Velho possuem uma associação mantida pelos próprios artesãos e contam também com uma cooperativa feminina, a COOPERART-POTI. Eliana, artesão integrante da cooperativa, afirma que sua vida mudou depois da reestruturação do Pólo Cerâmico. “Trabalhos em grupo de 30 mulheres e nos revezamos para ocupar a banca de vendas. Hoje, vivo relativamente bem, comparando com a situação anterior, e sustento meus filhos com o fruto do meu trabalho aqui”, garante a artesã.