Quando eu tinha 10 ou 11 anos de idade, costumava pensar que a humanidade era uma espécie de "dom"; uma força suprema inerente a todos os homens e mulheres que habitam este planeta. Aos 15 anos, passei a admirar a humanidade existente em pacifistas, ativistas e promotores da caridade, cujas obras vão além das expectativas/colaborações governamentais ou anuência da sociedade. Com 20 anos, alimentei a certeza de que a humanidade estava nos livros, teorias, doutrinas e ideias de gente como Karl Marx e outro saco de pensadores, filósofos, sociólogos, escritores e variantes.
Agora, aos 24 anos, sustento a convicção de que a humanidade está dentro de homens como o meu amigo Rodrigo Nunes, que ainda não se amarrou ao trilho de um trem para evitar a travessia do lixo nuclear; tampouco escreveu sobre concepções e reflexões acerca dos valores sociais ou instituiu qualquer tipo de seita anunciando a salvação.
Rodrigo é músico e diretor de sistemas de uma companhia de grande porte. Um cara normal, que tem ensinado sobre humanidade da forma mais genorosa: salvando animais em situação de risco. Meu amigo os encontra nas ruas mineiras, os acolhe, cuida deles, resolve seus problemas de saúde e, acima de qualquer coisa, dá amor. Amor sincero, abnegado, cristalino... Amor humano.
Um dos maiores exemplos é o Billy. Rodrigo o encontrou na rua, doente, sobrevivendo sem viver (clique aqui e veja como Billy foi encontrado). Ele estava muito fraco e precisou de atenção, tratamento médico e carinho (veja aqui como foi esse processo). Alguns meses depois, "Billynho" já é um novo cão (confira). Feliz, tranquilo e cheio de vida, Billy encontrou no músico mineiro mais do que um bom coração; encontrou uma família.
"Ele já está em idade avançada e, quando o encontrei, Billy se encontrava muito doente. Deve ter sido esse o motivo do abandono. As pessoas pensam que animais são objetos, coisas descartáveis. Isso é terrível", desabafa Rodrigo. É, meu amigo... Acho que o entendimento tradicional precisa rever o conceito de humanidade.


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